Sempre carregada de sorrisos puxados, olhares distantes e lágrimas escondidas. Sempre aguentando o que parece ser insuportável. Um silêncio alto, que entrega suas palavras, mas um silêncio doído, que a machuca quase sempre. Ela está sempre escutando coisas desagradáveis, capazes de cortar sua garganta, e mesmo assim o silêncio permanece. Ela lê o que ela não quer, enxerga o que ela preferia não ver. Ela é assim, tão ferida e tão quieta. Não demonstra sua dor. Ela é sim uma menina forte, que sofre por amor, controla seu ciúmes e sufoca lágrimas para não incomodar o nada. Ela sente dor no coração, porque ninguém se preocupa com ele, sente saudade, vontade. Aos poucos, sua alma se despedaça, mas ela continua forte, e guarda tudo para ela. Essa menina descobriu as dores piores que cólica, porque agora, dores físicas não são nada perto das sentimentais. Ela consegue mentir felicidade até mesmo com seus olhos, tão estreitos para não deixar aquela água quente e persistente escorrer. Ela é feliz enquanto está na frente de todos, e chora sozinha. Ela sabe que se souberem seus motivos irão julga-la, então seu travesseiro é seu companheiro.